Realizador: Kirk Jones
Elenco: Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Elizabeth Banks, Chris Rock, Chace Crawford, Rodrigo Santoro, Brooklyn Decker, Dennis Quaid, Ben Falcone, Anna Kendrick, Matthew Morrison, Rebel Wilson, Joe Manganiello.
A expetativa aludida no título refere-se ao tempo de espera relacionado à gravidez, nesta comédia onde vários astros dão vida a pequenas histórias relacionadas à maternidade (e, de forma intrínseca, à paternidade). O filme faz uma clivagem entre a forma de espera e as expetativas femininas e masculinas – assim como da diferença emocional com que os dramas são vividos por mulheres e homens. “O que se Espera Enquanto se Está à Espera” foi baseado num destes manuais para grávidas que enxameiam as livrarias – neste caso um livro homónimo lançado em 1984.
No oásis da superficialidade dá para salvar, no lado feminino, algum realismo da personagem de Elizabeth Banks – em especial quando critica a assepsia enganadora das revistas femininas a propósito do “prazer” de estar grávida. Cameron Diaz, que abandonou de vez qualquer pretensão de fazer cinema a sério (a última vez foi em “Gangues de Nova Iorque”, há dez anos), acaba por ter o brilho maior neste céu cheio de estrelas para pouca constelação – ao parodiar as apresentadoras de reality show que dão ordens (que não cumprem) aos outros – no estilo de “O Peso Certo”. Por falar em obesidade, cabe a Rebel Wilson (“A Melhor Despedida de Solteira”) os momentos mais cómicos do filme.
Já os homens são retratados da forma habitual nestas situações: apatetados, a tentar fugir das obrigações familiares e a descobrir que, afinal, a paternidade é a coisa mais maravilhosa do mundo – com direito a uma ridícula lição de moral do personagem de Dennis Quaid no final. Mais lugar comum que isso, só a cena onde o “clube de combate” de pais palermas, liderados por Chris Rock, são apresentados – em câmara lenta – ao som de rap e a empurrar carrinhos de bebés…
Um filme para meninas sentimentais, cheio de closes onde as mães observam os seus bebés com olhos lacrimejantes e dizem que eles são milagres da natureza.
O Melhor: alguns momentos cómicos
O Pior: um final interminável e com generosas doses de sacarina
| Roni Nunes |

