Não é o nono nível dos infernos, mas “Ghost Rider: Espírito de Vingança”, com ou sem 3D, é simplesmente um pequeno atentado à sétima arte, uma “obra” desprovida de qualquer talento, uma “luz verde” cuja decisão foi tomada apenas e só com base em números de bilheteira, e que basicamente convida o espectador minimamente formado a rir-se do “esforço criativo” aqui apresentado.
O próprio Nicolas Cage, numa performance entre o “camp” e o simples cansaço, parece ter deixado de se importar. A realização, aqui entregue a Mark Neveldine e Brian Taylor (“Crank”), parece ela própria ser preguiçosa e render-se às evidências: já que não há argumento “per se” (apenas um apanhado de ideias roubadas de centenas de filmes do género), mais vale copiar exatamente do manual.
Para o espectador mais tolerante com este género, i.e. alguém que tenha amado o primeiro “Ghost Rider” (é possível! “Eles andem aí…”), “Espírito de Vingança” será um espetáculo “trash” passável, para apanhar num domingo à tarde na TV, com umas “mines” incluídas. Para os restantes, onde me incluo, se não é uma pequena tortura, é um bom pedaço de tempo completamente perdido, mas ao menos dissipa-se à medida que se vai vendo, e não dura muito. Bem, ao menos temos a questão “Como é que o Ghost Rider urina quando a necessidade aperta?” resolvida de uma vez por todas – de longe “O” momento desta sequela.
O Melhor: Ghost Rider a urinar
O Pior: O resto do filme a mostrar o pior de Hollywood em hora e meia.
| André Gonçalves |

