Aliens invisíveis que funcionam com micro-ondas, hã?
Bem, não nos podemos propriamente queixar de falta de premissa minimamente original para o género. E realçando aqui que falamos de um género em que 8 em cada 10 filmes são adaptações, “remakes”, sequelas, prequelas, sequelas de “remakes” e restantes afilhados.
Podemos dizer também que o melhor de “A Hora Mais Negra”, enésimo filme apocalíptico de humanos vs. extra-terrestres/monstros em seis ou sete anos (que teve o seu auge com um “remake”, ironicamente – a versão de “A Guerra dos Mundos” de Spielberg), é também o seu pior: a sua falta de seriedade.
{xtypo_quote_left}um filme série-Z com orçamento série-A, onde o ridículo impera {/xtypo_quote_left}Por muito que se tente esconder atrás de efeitos e tridimensionalidades (oh, a ironia de fazer um filme com uma dimensão extra quando as personagens parecem estar reduzidas a pozinhos!), este é um filme série-Z com orçamento série-A, onde o ridículo impera, e onde há até espaço para recrutamento de versões mais jovens e baratas de Anne Hathaway e Rebecca Romijn. Emile Hirs, é que deveria saber melhor por esta altura, mas enfim… adiante…
A história é a típica história de invasão, com a grande novidade de não estarmos nos Estados Unidos desta vez, mas sim em Moscovo (uma oportunidade de ouro para vermos o que o americano comum – nomeadamente o escriba Jon Spaihts – pensa dos russos e das suas “manias”… ), onde um grupo reduzido de humanos se vê obrigado a sobreviver de uma ameaça pseudo-invisível, que vai fazendo em pó um a um, até restar o protagonista, o interesse amoroso e mais uma ou outra pessoa “surpresa”. Muito simples, e estranhamente, para diversão puramente escapista para mais tarde esquecer, até que funciona minimamente.
Recomenda-se? Nem por isso. Mas já se terá visto pior, só no ano passado…
O Melhor: A falta de seriedade.
O Pior: A falta de seriedade.
| André Gonçalves |

