«Mr. Popper’s Penguins» (Os Pinguins do Sr. Popper) por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)
Jim Carrey e pinguins. Parece uma combinação vitoriosa. E é, em parte. Se “Os Pinguins de Sr. Popper” não avança para território novo no género, pelo menos não desiludirá quem nada mais esperava que ver o comediante em palhaçadas com estes animais, tudo isto misturado numa mensagem “Disney” sobre o amor e a família. Para entretenimento de Verão, já tivemos pior. 
Tommy Popper (Carrey) é um homem que passa a vida a comprar edifícios de Nova Iorque, e que viveu sempre na esperança de passar mais tempo com o seu pai aventureiro. Aquando da sua morte, o Sr. Popper recebe uma surpresa inesperada como herança: seis pinguins. 
A premissa em si é cumprida com suficiente “panache” por Mark Waters (lembramo-nos dele pelos bons filmes que ainda são “Freaky Friday” e “Mean Girls”), e se “Sr. Popper” soar mais a um produto desenhado por pessoal de marketing, que um filme a sério, ao menos é um produto bem desenhado. E claro, ainda não é qualquer actor que cabe nos sapatos de Carrey. O “schtick” mantém-se, embora cada vez adaptado a tempo mais… maduros. Para além disso, há aqui ideias capazes de pôr o espectador mais sisudo com um sorriso na cara, como toda a personagem de  Pippy, interpretada por uma ainda desconhecida (mas não por muito tempo, pensa-se) Ophelia Lovibond. 
Entretenimento inofensivo garantido, se souber para o que vai, portanto. Se isto não lhe bastar, há sempre os filmes do Chaplin para ver ou rever no conforto do seu lar. Se funciona até para pinguins… 
O Melhor: Jim Carrey, ainda. E os pinguins. 
O Pior: Demasiado inofensivo para ser lembrado a longo prazo. A referência a Chaplin é inteligente e bem usada, mas faz-nos também lembrar um humor superior. 
 
 
André Gonçalves
 

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