«Meek’s Cutoff» (O Atalho) por João Miranda

(Fotos: Divulgação)
Depois de “Old Joy” e de “Wendy and Lucy”, Kelly Reichardt volta aos ecrãs com este “Meek’s Cutoff”, a história de um grupo de colonos que atravessam a América do Norte em procura de riqueza e liberdade. Depois de abandonarem a caravana principal, este pequeno grupo segue agora o suspeito Stephen Meek que lhes prometeu o atalho que dá o nome ao filme. Infelizmente, este atalho revelou-se tão confiável como o dito Meek e agora o grupo vê-se no meio de uma paisagem inóspita e com as reservas de água a diminuirem.
{xtypo_quote_left}Um filme lento e open ended que poderá agradar a alguns e frustar outros.  {/xtypo_quote_left}Este é um filme desolador, como a paisagem que rodeia os colonos, cheio do desespero e desconfiança destes, e que se arrasta ao passo deles. O estilo lento característico de Reichardt aqui a servir de paralelo com o andar infindável dos colonos para um horizonte que teima em manter-se distante.
É, como os outros filmes de Reichardt, parcial e open ended, começando a meio de algo e não mostrando ou sugerindo qualquer conclusão, o que pode frustrar algumas pessoas. Apesar disso, o cuidado com que estão construídas algumas personagens e o pequeno desvio na estrutura de poder são significativas, dando a este filme profundidade e interesse, podendo estar na origem de diversas discussões interessantes.
O Melhor: A imagem, a recriação histórica e, claro, Michelle Williams.
O Pior: Pode ser um filme frustrante por negar-se a dar conclusão ao que pensamos ser a narrativa principal.

 
 
 João Miranda
 

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