‘Outlander’ (A Vingança) por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)
 
‘Outlander-A Vingança’ começa quando uma nave espacial cai nas majestosas Fjord da antiga Noruega no período dos Vikings. Dos escombros da nave emergem dois inimigos: Kainan (Jim Caviezel), um soldado de um planeta distante, e uma criatura sedenta por sangue conhecida por Moorwen. Tanto o homem como a criatura procuram vingança contra a violência cometida contra eles. Enquanto Moorwen semeia o terror e a destruição pelas aldeias vizinhas, Kainan é capturado pelo guerreiro Viking, Wulfric (Jack Huston) e posteriormente aceite no clã liderado pelo rei Rothgar (John Hurt). Conscientes da força do monstro, Kainan e os valentes guerreiros Vikings formam uma aliança inesperada, conduzidos pela missão de destruir a criatura, antes que ela os destrua a todos.
 
Este filme de aventuras de 2008 estreou por cá no Fantasporto do ano passado. Apesar da sua premissa algo curiosa – Vikings contra Aliens, para efeito de chavão – e de um elenco com alguns bons valores (Caviezel, Hurt e também Ron Perlman num papel secundário), ‘Outlander’ sucumbe na banalidade do seu argumento e na falta de sentido de humor considerando a sua natureza “camp”. ‘Outlander’ teria beneficiado e muito em ser mais descontraído e mais divertido, especialmente tendo em conta a sua modesta realização e fraca abordagem narrativa.
 
Os efeitos digitais de Patrick Tatopoulos (de ‘Godzilla’ de Roland Emmerich) variam muito em qualidade ao longo do filme sendo por vezes bastante interessantes (o flasback onde vemos a dizimação das criaturas e as sequências envolvendo um monstro menor), mas noutras situações caem no absurdo (mais por culpa da realização descabida do que da técnica digital). Já o elenco está recheado de performances competentes. Ron Pearlman está divertido e no tom certo. A inglesa Sophia Myles é uma viking de forte personalidade e atitude (quando o filme deixa). Jack Houston (da série ‘Boardwalk Empire’) dá aqui alguns sinais de talento.
 
Mas se alguns momentos do filme são divertidos e capturam o espírito de aventura devido, ‘Outlander’ é um filme demasiado seco e acima de tudo demasiado simplista para justificar o seu aparatoso orçamento de 47 milhões de dólares. A maioria do tempo parece um filme muito mais modesto.
O Melhor: Alguns momentos visuais de Tatopoulos (como o apocalipse das criaturas).
O Pior: A falta de orientação estética do realizador Howard McCain.
 
A base: ‘Outlander’ é uma espécie de filme de série B caro, mas sem a imaginação e a descontracção de um filme low budget. 4/10
 

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