‘Shrink-A Mente dos Famosos’ por Carla Calheiros

 

Os filmes que cruzam histórias de personagens que pouco ou nada parecem ter um comum inicialmente têm encontrado boa resposta em Hollywood, com títulos do calibre de “Magnolia” e “Crash” é com algumas expectativa que se recebem novas apostas no género.

Assim chega “Shrink”, que nos conta a história de Henry Carter (Kevin Spacey), um psiquiatra de Hollywood que tem algumas estrelas entre o seu lote de clientes. Viciado em erva desde o suicídio da mulher, Carter vive mergulhado num estado permanente de piloto automático.

A partir daqui vamos conhecendo um vasto leque de secundários que acabam por ter todos algum tipo de ligação entre si. Embora nos dê a oportunidade de ver Hollywood de outra perspectiva, pelos olhos dos três actores, falta sobretudo a “Shrink” maior profundidade e destreza, na realização e edição, que nos criem empatia com o drama dos personagens.

Entre os secundários encontramos, por exemplo, nomes como Robin Williams e Saffron Burrows, com pequenas participações. No lado dos mais jovens estão a jovem Keke Palmer, que se destaca no papel de Jemma, e Jesse Plemons como Jesus, o traficante e principal confidente do protagonista – que já agora parece o irmão mais novo de Matt Damon.

Mas nada disto chega para conferir verdadeira dimensão dramática aos traumas e maneirismos das personagens, bem como às suas ligações, que por vezes chegam a parecer demasiado forçadas e ocas. Assim sendo, “Shrink” não é um filme muito conseguido mas que serve para nos relembrar as saudades que temos de Kevin Spacey ao seu melhor nível.

O melhor: Kevin Spacey.
O pior: A falta de dimensão do argumento e de profundidade dos personagens.

A base: “Shrink” não é um filme muito conseguido mas que serve para nos relembrar as saudades que temos de Kevin Spacey ao seu melhor nível. 4/10

Carla Calheiros.

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