Os filmes que cruzam histórias de personagens que pouco ou nada parecem ter um comum inicialmente têm encontrado boa resposta em Hollywood, com títulos do calibre de “Magnolia” e “Crash” é com algumas expectativa que se recebem novas apostas no género.
A partir daqui vamos conhecendo um vasto leque de secundários que acabam por ter todos algum tipo de ligação entre si. Embora nos dê a oportunidade de ver Hollywood de outra perspectiva, pelos olhos dos três actores, falta sobretudo a “Shrink” maior profundidade e destreza, na realização e edição, que nos criem empatia com o drama dos personagens.
Entre os secundários encontramos, por exemplo, nomes como Robin Williams e Saffron Burrows, com pequenas participações. No lado dos mais jovens estão a jovem Keke Palmer, que se destaca no papel de Jemma, e Jesse Plemons como Jesus, o traficante e principal confidente do protagonista – que já agora parece o irmão mais novo de Matt Damon.
Mas nada disto chega para conferir verdadeira dimensão dramática aos traumas e maneirismos das personagens, bem como às suas ligações, que por vezes chegam a parecer demasiado forçadas e ocas. Assim sendo, “Shrink” não é um filme muito conseguido mas que serve para nos relembrar as saudades que temos de Kevin Spacey ao seu melhor nível.
O melhor: Kevin Spacey.
O pior: A falta de dimensão do argumento e de profundidade dos personagens.
A base: “Shrink” não é um filme muito conseguido mas que serve para nos relembrar as saudades que temos de Kevin Spacey ao seu melhor nível. 4/10
Carla Calheiros.

