Até aqui perfeito, pensamos nós. O ritmo é bom, adequado e quando Clyde é preso o espectador já está agarrado. Seguem-se então os encontros entre o procurador e o, agora, prisioneiro que visam a confissão das mortes dos assassinos da sua família. A partir daqui Clyde começa a manipular a polícia, e a comandar de dentro da sua cela um plano que visa matar todos os envolvidos no julgamento.
Aqui dá-se a verdadeira reviravolta. E o que até então se revelara um filme interessante começa a transformar-se. E assim vão sendo intervaladas sequências de diálogos pseudo-filosóficos entre os dois antagonistas, e um acumular de cenas de acção, e mortes, que desafiam bastante as leis do racional.
É verdade que algumas das sequências e revelações serão capazes de nos surpreender. Mas há muito que está, simplesmente, a mais neste filme, como por exemplo, a tentativa relativamente idiota de explicar quem foi, afinal, Clyde Shelton no passado.
A construção dos personagens não é particularmente cuidada, sobretudo a de Jamie Foxx e da restante equipa de procuradores. E deparamo-nos com um pensamento: será Clyde Sheldon assim tão inteligente, ou serão os seus adversários que deixam a desejar?
Descendo a pique depois da primeira meia-hora, o filme tem ainda reservado o pior para o fim, com uns minutos finais a lembrarem mais um filme à Steven Seagal, do que um thriller que aparenta ter ido beber (muito ligeiramente) algumas influências a “Se7en”. Um filme com algum interesse que se vai perdendo pelo caminho e que nos deixa com a sensação de que poderia ter sido muito melhor.
O melhor: A primeira metade do filme quase toda.
O pior: A cena final.
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A Base |
| Um filme com algum interesse que se vai perdendo pelo caminho e que nos deixa com a sensação de que poderia ter sido muito melhor……5/10 |

