
“Valhalla Rising” é um filme visualmente cheio, belissimamente fotografado. Mas é também um filme que não passa mesmo disso: arrojo visual.
{xtypo_quote_left}“Valhalla Rising” é visualmente espectacular desde o cenário natural onde se passa até à fotografia mas falha no ritmo e na hora de ter uma história para contar{/xtypo_quote_left}Depois de um primeiro acto promissor, com um Mads Mikkelsen (“The Green Butchers”, “Quantum of Solace”) silencioso e musculado a prometer um anti-herói curioso, o filme desliza numa mera demonstração visual de cenários belíssimos da Escócia ou cheio de planos de composição artística. Com poucos (e maus) diálogos e uma narrativa esquelética, esta produção dinamarquesa nem sequer consegue compensar no desfecho: o final é linear e sem grandes implicações.
O Melhor: O trabalho de fotografia e o verde da Escócia.
O Pior: Ao fim de 20 minutos o filme parece já não ter nada para contar.
| José Pedro Lopes |

