«Valhalla Rising» por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)

Um escravo mudo e com força sobrenatural foge dos seus donos escoceses, com a ajuda de um rapaz de nome Are. Ele junta-se a um grupo de Vikings que tem uma missão especial: chegar a Jerusalém e reconquistá-la.
O problema é que na sua viagem de barco, eles perdem o seu rumo (e a sua sanidade) devido a um nevoeiro.

“Valhalla Rising” é um filme visualmente cheio, belissimamente fotografado. Mas  é também um filme que não passa mesmo disso: arrojo visual.

{xtypo_quote_left}“Valhalla Rising” é visualmente espectacular desde o cenário natural onde se passa até à fotografia mas falha no ritmo e na hora de ter uma história para contar{/xtypo_quote_left}Depois de um primeiro acto promissor, com um Mads Mikkelsen (“The Green Butchers”, “Quantum of Solace”) silencioso e musculado a prometer um anti-herói curioso, o filme desliza numa mera demonstração visual de cenários belíssimos da Escócia ou cheio de planos de composição artística. Com poucos (e maus) diálogos e uma narrativa esquelética, esta produção dinamarquesa nem sequer consegue compensar no desfecho: o final é linear e sem grandes implicações.

Uma pena… e uma grande seca!

O Melhor: O trabalho de fotografia e o verde da Escócia.

O Pior: Ao fim de 20 minutos o filme parece já não ter nada para contar.

 

 

 
José Pedro Lopes

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