
Disfarçado de guru cultural, David consegue entrar na rígida família de Jenny, e levá-la a viver um conjunto de novas experiências. No entanto, os dilemas desta relação de moral ambígua não tardam em aparecer. Por trás desta história está ainda uma reflexão, sobre o papel da mulher na sociedade da década, entre os estudos e o desejo de um casamento que lhes permita estabilidade.
Sem dúvida que os actores desta obra são a maior valia deste filme. O elenco secundário assenta num núcleo muito forte de actores britânicos, destacando-se o desempenho curto mas eficaz de Emma Thompson, como directora do colégio que Jenny frequenta.
No entanto, a cereja no topo do bolo são os dois protagonistas. Peter Sarsgaard e Carey Mulligan conseguem uma forte química em cena, o que rapidamente nos leva a esquecer que as suas idades são tão diferentes.
Aliás, Mulligan é sublime, e acaba por ser merecidamente nomeada ao Oscar de Melhor Actriz. Entre menina de escola e mulher sensual, Mullingan consegue passar rapidamente de 16 para 30 anos sem nunca perder a doçura e a inocência da sua personagem.
Concluindo, embora possamos pensar que a história da menina apaixonada pelo playboy já não trás nada de novo, a subtileza de “An Education” prova que ainda podemos contar esses contos de forma diferente.
O Melhor: Carey Mullingan.
O Pior: Há personagens apenas com valor acessório.
| A Base |
| Estudar e casar eram os sonhos permitidos às adolescentes do início dos anos 60. Jenny Mellon queria mais. … 7/10 |

