
Precious vive humilhada e subordinada à mãe Mary que a culpa pelo abandono do pai violador. Quando é expulsa da escola por causa da segunda gravidez, Precious acabar por encontrar esperança e apoio numa escola alternativa.
Aliás, a própria Precious cria para si um mundo de fantasias, onde até fala com fotografias como Amelie Poulain, e onde consegue escapar de toda a miséria em que vive.
Lee Daniels tentou ao máximo equilibrar os poucos momentos harmoniosos de Precious com os abusos de que era vitima, tornando assim o filme mais suportável ao espectador. E no fundo, “Precious” acaba por ser, em última instância, uma história de esperança e coragem.
Mas, nem só na produção aparecem grandes nomes associados a “Precious”. Entre os secundários estão dois cantores fora das suas lides: Mariah Carrey e Lenny Kravitz – que sem um brilho digno de grande relevo cumprem as suas funções.
No entanto, a vida do filme está em dois nomes que dificilmente veríamos nestas andanças: a estreante Gabourey Sidibe, e a comediante Mo’nique. Gabourey Sidibe consegue afastar a sua Precious da imagem de uma mera pobre coitada e dar-lhe a dignidade possível. Já Mo’nique encarna um monstro de forma tão credível que chegamos a odiá-la visceralmente. Ou seja, missão cumprida!
O Melhor: Mo’nique. A mensagem de esperança.
O Pior: Pensar que existem mesmo Mary’s por ai.
| A Base |
| Um drama duro que não desilude quem estiver disposto a enfrentá-lo… 6/10 |

