“Sherlock Holmes” por João Miranda

(Fotos: Divulgação)
 

 
O último de Guy Ritchie é, felizmente, o menos dentro do estilo que tem definido nos seus filmes. Pegando na personagem inventada por Sir Arthur Conan Doyle, o filme concentra-se com sucesso no aspecto sobrenatural que muitos casos de Holmes possuem, com uma imagem e um estilo cuidados, quase góticos. Sherlock é representado por Robert Downey Jr. em todo o seu esplendor (ou falta dele) de uma personagem maníaca, obssessiva, toxicómana e dificilmente suportável. Mas não é esse o trunfo do filme. O maior sucesso desta adaptação é o focar-se essencialmente na relação quase marital existente entre Holmes e Watson, posta em causa pelo noivado deste último. É em algumas das interacções de velho casal entre estes dois que este filme ganha um corpo e uma empatia que lhe dão a força que tem.
Não é que o filme seja perfeito: continua a ser mais violento do que o necessário – apesar de Ritchie utilizar a câmara lenta nas cenas de luta de forma criativa, tentando mostrar que Holmes não é um superhomem capaz de enfrentar qualquer um que lhe aparece pela pura força bruta, mas antes pela sua capacidade analítica e inteligência -, há buracos e pontos fracos na história e a Rachel McAdams não tem a presença necessária para uma personagem como Irene Adler, ainda assim, Sherlock Holmes é uma boa surpresa.
Com uma estética coerente e forte, representações fortes de Robert Downey Jr, Jude Law e Mark Strong e um grande sentido de humor, este é um filme a ver no cinema, aproveitar estes dias de chuva e os fins-de-semana prolongados da época.
O Melhor: A relação Holmes – Watson
O Pior: Rachel McAdams como Irene Adler? A sério?…
A Base: Com uma estética coerente e forte, representações fortes de Robert Downey Jr, Jude Law e Mark Strong e um grande sentido de humor, este é um filme a ver no cinema, aproveitar estes dias de chuva e os fins-de-semana prolongados da época.[/quote]
 
7/10

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