Foi um sorriso do destino que levou Carlos, um homem tecnologicamente de outro tempo, a ler uma sms no telemóvel da sua esposa, Ada, uma mulher socialmente muito activa e que encontrou em Manuel B., um escritor angolano, uma “doença” que a faz fervilhar e da qual não quer ser curada.
Esta é a base do mais recente filme de Fernando Lopes (“O Delfim”), um ensaio ligeiro sobre novas tecnologias, pessoas e as relações virtuais.
O filme acompanha assim um casal em ruptura e o assimilar por parte de um homem que o seu casamento acabou, e que um novo mundo o espera.
Porém, para um filme de infidelidades, “Os Sorrisos do Destino” tem demasiadas unicidades para se enquadrar meramente no estatuto de filme sobre uma separação. Acima de tudo, esta é uma obra do renascimento de um homem, que é obrigado a mudar porque os tempos e o amor também mudam.
Com interpretações seguras de Rui Morrison e Milton Lopes, “Os Sorrisos do Destino” é um trabalho interessante de Fernando Lopes, que desde o início nos prende e nos segura através de atitudes pouco convencionais das suas personagens. Já Ana Padrão, ao contrários dos seus pares, anda um pouco perdida no seu papel, nunca o agarrando com a segurança que era exigida e sendo mesmo “silenciada” sempre que Rui Morison surge no grande ecrã.
Um último destaque para algumas personagens secundárias que vão surgindo a espaços e que dão um certo fulgor a uma obra orientada para um trio de actores absorvidos no meio de um caso de traição.
O Melhor: Rui Morisson e a sua personagem.
O Pior: Ana Padrão não agarra bem a sua personagem, que também poderia ter sido melhor cuidada pelo argumento.
| A Base |
| Sem fascinar, “Os Sorrisos do Destino” acaba por ser uma obra curiosa, fácil de se ver e bem divertida. 6/10 |

