“The Longshots” por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)

As comédias desportivas em que uma pessoa aprende de repente um desporto e é capaz de transformar a equipa respectiva em vencedora já serão mais velhas que qualquer leitor que esteja a ler este texto, e por isso, e perante a sua previsibilidade inevitável, parecem estar condenadas a um padrão fixo, ainda mais fixo que a última comédia com a Kate Hudson que se encontre na sala ao lado.

“The Longshots” infelizmente não vem quebrar o padrão. Estamos perante (mais um) filme limpinho, para se ver numa matiné de domingo sem grande esforço. E pouco mais.

Se há elogio a fazer a este filme de estreia de Fred Durst (sim, o ex-vocalista dos Limp Bizkit!), aqui com um primeiro trabalho adequadamente seguro e anónimo, é que nunca se torna na tortura que se poderia facilmente tornar, perante um argumento que deve ter uma receita não muito longe daquelas dos pudins instantâneos.

Para ajudar à degustação deste prato, temos uma jovem Keke Palmer, revelada há uns anos atrás em “Akeelah and the Bee”, e que aqui volta a ser a grande estrela, ao interpretar a primeira “quarterback” feminina no futebol americano liceal – pelo menos no contexto da história do filme (se este é de facto baseado em factos verídicos, tal não nos é revelado).

“The Longshots” é exactamente o que aparenta, e por isso, talvez seja difícil deitá-lo demasiado abaixo. No entanto, a sua modesta simpatia não consegue esconder a sua fugacidade e falta de substância ou arrojo.


O Melhor:
Keke Palmer.
O Pior: A sensação que já vimos este filme demasiadas vezes.

A Base
Estamos perante (mais) um filme limpinho, para se ver numa matiné de domingo sem grande esforço. E pouco mais…. 4/10

 

André Gonçalves

 

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