“Inglorious Basterds” por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)

Por esta altura, o realizador Quentin Tarantino dispensa já apresentações, tal o culto que foi atingindo a cada filme que escrevia e dirigia.

Por esta altura, será também fácil distinguir um filme de Tarantino dos restantes. E este “Inglorious Basterds”, ame-se ou odeie-se, é um filme de Tarantino, do princípio ao fim. Auto-indulgente, politicamente (e historicamente) incorrecto, apostado em reinventar géneros, repleto de referências cinéfilas e musicais certeiras, e de diálogos deliciosos que fazem – por si só – magia e criam conjuntamente com planos bem medidos uma tensão esmagadora no espectador.

E claro, acima de tudo, nunca se levando demasiado a sério, e lá está, nunca negando certos prazeres que noutros contextos pareceriam disparatados… e pretenciosos, mas aqui, não se sabe bem porquê, caem que nem ginjas. Eis a magia de um filme “à Tarantino” a funcionar pela sexta vez consecutiva.

Do elenco “multinacional”, repleto de algumas estrelas (que aqui têm a hipótese de mostrarem um lado mais solto), há que destacar sem dúvida o até agora desconhecido Christoph Waltz, que rouba atenções num papel de um Coronel das SS, destinado a figurar como uma das personagens mais icónicas dos últimos anos.

“Basterds” dificilmente converterá detractores, satisfará os puristas, e quem esperava (mais) um filme de guerra convencional, mas para quem sempre esperou e desesperou por um filme sobre a 2ª Guerra Mundial que se desviasse mais do campo de batalha, para variar, este será “O” filme a ver, e a reter para o futuro. Bravo, Sr. Tarantino. Esta pode até não ser a sua obra-prima, mas andará lá bem perto…

O melhor: O talento inesgotável de Tarantino e as suas opções certeiras que tanto farão inveja a muito jovem realizador.

O pior: Pode ser confundido como um filme de guerra sério.

A Base
“dificilmente converterá detractores e satisfará puristas ou quem esperava (mais) um filme de guerra convencional, mas para quem sempre esperou e desesperou por um filme sobre a 2ª Guerra Mundial que se desviasse mais do campo de batalha, para variar, este será “O” filme a ver, e a reter para o futuro. ” . 9/10

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