“Passengers” por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Dona de um charme invulgar perante a câmara, Anne Hathaway foi recentemente eleita a mais promissora das jovens actrizes da sua geração. Depois de uma incursão dramática que lhe valeu, inclusive, a nomeação ao Oscar, Hathaway aparece num thriller sobre a queda de um avião.

Um grupo de sobreviventes de um desastre aéreo realiza terapia contra a sua vontade. Juntos encerram um mistério que a terapeuta Claire Summers (Anne Hathaway) tentará desvendar. Ter um bom “twist”, não significa ter um bom enredo, nem sequer um bom filme. Para que o momento de revelação causa verdadeiro impacto há que envolver e “enganar” o espectador. Aqui temos apenas uma linha recta em que tudo está pensado e estruturado para o final.

Num ritmo demasiado calmo, o filme vai-se desenrolando entre o acinzentado da paisagem e das relações humanas, que custam a convencer e a envolver o espectador.

Os desempenhos não comprometem, com destaque para Anne Hathaway, mas estão muito longe de arrebatar. Por isso mesmo, não se espere de “Passengers” um filme ao mais puro estilo Hitchcockiano, mas antes um filme minimamente interessante, sobretudo para os fãs do género.

O Melhor: o Charme de Hathaway

O Pior: A falta de envolvência com o espectador. Saber que os mais atentos descobrem o “twist” a meio do filme.

A base:

A Base
Quando tudo está pensado e estruturado para o final corre-se o risco de perder espectadores e credibilidade pelo caminho.. 4/10

 Carla Calheiros

 

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