Neste filme vê-se Phoenix já a dar os primeiros passos numa carreira para a qual não parece ter grande queda. É também neste filme que se vê a queda que a sua carreira deu: a sua prestação fica muito aquém da que tem em “Walk the Line”, por exemplo. Infelizmente, tendo em conta que é a personagem principal deste filme, é também o ponto que acaba por estragar um filme que tem todos os elementos para ser, se não grande, pelo menos, um bom filme.
Joaquin Phoenix é Leonard, um homem bipolar que regressou a casa dos pais após um noivado e uma tentativa de suicídio falhados. Conhece então duas mulheres com as quais desenvolve relações amorosas. Só que, com a representação de Phoenix, não se consegue perceber qual o interesse que estas duas mulheres poderiam ter nele. É como aquelas pessoas de quem só ouvimos dizer bem, mas que cada vez que vemos é uma besta autêntica: de Leonard só ouvimos contar histórias tocantes e de que é uma pessoa sensível, por oposição, de Phoenix só ouvimos grunhos e resmungos e só vemos um egoísmo indiferente às pessoas que o rodeiam.
Com uma realização exemplar, uma palete de cores cuidada e as actuações exemplares de Vinessa Shaw e Isabella Rossellini, este filme falha por ser uma história de amor sem qualquer tipo de empatia ou amor, o que é uma pena, porque é perceptível o potencial de grandeza nos seus elementos.
O Melhor: Vinessa Shaw e Isabella Rossellini
O Pior: Joaquin Phoenix
| A Base |
| Este filme falha por ser uma história de amor sem qualquer tipo de empatia ou amor, o que é uma pena, porque é perceptível o potencial de grandeza nos seus elementos. 4/10 |

