Uma família com um filho com cancro muda-se para uma casa com um historial sombrio, e depressa se apercebe que coisas estranhas se passam ali.
Por onde começar aqui? Bem, talvez dizer que este “Mensageiro dos Espíritos” (“The Haunting in Connecticut” no original) é apenas mais um thriller sobrenatural de casa assombrada baseado numa máquina de sustos que implica mudanças bruscas no som juntamente com imagens que querem a todo o custo ser aterradoras… tudo isto, claro, baseado em factos verídicos.
Pessoalmente, já não há grande paciência, e perante o ridículo das situações aqui alcançadas, a melhor opção (a outra seria simplesmente abandonar a sala) será simplesmente comentar o filme num tom “light” e tentar adivinhar quem sobreviverá no final e tentar provocar um susto maior ao parceiro do lado com o próximo truque de som e imagem a ser puxado desesperadamente para fazer o espectador saltar da cadeira.
Alguém precisa de ver/rever urgentemente “The Shining”, Virginia Madsen parece a certa altura estar a rezar não só pela vida do filho mas também a rezar com a própria audiência para que a tormenta acabe.
O melhor: Algum humor intencional ou nem por isso. Virginia Madsen continua radiante com o avançar da idade.
O pior: Ela (juntamente com Martin Donovan) está presa a um filme que não lhe merece, que confunde sustos baratos e muito pouco originais com tensão.
A base: “…apenas mais um thriller sobrenatural de casa assombrada baseado numa máquina de sustos que implica mudanças bruscas no som juntamente com imagens que querem a todo o custo ser aterradoras… “
2/10

