“The Proposal” por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)

 

Coincidência curiosa ter visto este “The Proposal” no mesmo dia em que revisitei, por mero acaso, “It Happened One Night”, ainda o pináculo no que toca a comédias românticas.

A verdade é que, em três quartos de século pouca coisa mudou, tirando as roupas, os prédios, a tecnologia empregue, e outros detalhes menores. O género é muitas vezes visto como inferior na sétima arte por uma grande razão: segue quase sempre as regras impostas há muito muito tempo atrás.

A proposta de um casamento à força de modo a evitar que a personagem de Sandra Bullock seja deportada é o mote para uma série de peripécias hilariantes que levarão, eventualmente, a um conflito e uma resolução. Nada de novo aqui, pode dizer-se.

No entanto, e felizmente, há também um “savoir faire” neste óbvio veículo para o regresso de uma actriz subestimadíssima ao género que a tornou numa das “namoradinhas” da América dos anos 90. E Bullock mostra aqui não só que, não parece ter envelhecido por aí além nesta última década, como permanece exímia neste tipo de humor. Quanto a Ryan Reynolds, é altamente competente como empregado, perdão, assistente de editora bem comportado que se vê numa situação que não consegue controlar, e a veterana Betty White praticamente rouba o espectáculo aos restantes secundários de peso, enquanto simpática avó nonagenária.

Não é preciso mentir aqui: “The Proposal” não veio para revolucionar um género praticamente inventado há 75 anos pelo filme de Frank Capra acima referido. Mas como entretenimento garantido por hora e meia, pleno de gargalhadas (e falo de gargalhadas a sério aqui, não apenas de sorrisos tímidos como temos estado habituados no passado recente), sucede brilhantemente, e merecerá até uma ida a uma matiné no multiplex mais próximo.

O Melhor: bastantes gargalhadas (ainda mais do que o trailer poderia sugerir); testemunhar o regresso, em forma, de Sandra Bullock ao género que a tornou famosa.

O Pior: não deixa de seguir a fórmula…

A Base
“The Proposal” não veio para revolucionar um género. Mas como entretenimento garantido por hora e meia, pleno de gargalhadas, sucede brilhantemente…. 7/10
 
André Gonçalves

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