
Com a passagem dos anos, o risco que foi tomado na escolha dos actores para o primeiro filme, tem-se revelado uma boa surpresa, com Daniel Radcliff, Rupert Grint e Emma Watson a mostrarem-se sólidos o suficiente, mas é nos papéis secundários que encontramos, em actores mais conceituados, grandes representações como a de Helena Bohnam Carter como Bellatrix Lestrange. A cinematografia, a cargo de Bruno Delbonnel – responsável por filmes como “Across the Universe” e “Amélie” –, é coesa e coerente com o enredo, revelando-se numa imagem de forte contraste, com um lado sempre mais escuro a todos os planos ou uma intensidade de cor abundante nos momentos mais felizes.
Confesso-me um fã da série, tendo lidos os livros e visto os filmes mais do que uma vez, e posso dizer que o filme não decepciona fãs dos livros ou dos filmes. Há que ter em conta que é o sexto filme de uma série e, como tal, não é aconselhável a quem não viu os filmes anteriores, muitas das personagens e situações não são apresentadas, devendo já ser conhecidas. Há cenas, como a da destruição da ponte cheia de muggles, que não têm seguimento e grande parte das aulas e do torneio de Quidditch não estão presentes. Ainda assim, este é, sem qualquer dúvida, um dos grandes blockbusters de Verão, envergonhando, a nível de história e qualidade, filmes como “Transformers 2” ou “Ice Age 3”.
O Melhor: A adaptação, a imagem, Helena Bonham Carter
O Pior: Toda a cena da caverna tem um ar demasiado CGI e os inferi lembram todos o Gollum do Senhor dos Anéis
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| “Este é um dos grandes blockbusters de Verão, envergonhando filmes como “Transformers 2” ou “Ice Age 3″…. 8/10 |

