“Transformers: Revenge of the Fallen” por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)

 

 

Dois anos após os eventos de “Transformers”, Sam Witwicky (Shia LeBeouf) prepara-se para ir para a faculdade, deixando para trás a sua apaixonada Mikaela (Megan Fox) e o seu transformer de estimação, Bumblebee.

Mas, nas arrumações, ele descobre o que sobrava do cubo Allspark (a fonte de vida de todos os Transformers) esquecido numa camisola, o que irá despoletar a atenção dos Decepticons (facção má dos Transformers), que no entretanto viviam em segredo, tentando aceder a esse forma de energia, para com ela despertarem o seu líder Megatron.

Começa assim uma luta entre os Megatrons (transformers bons que trabalham com o exército americano) e o Decepticons pela posse da chave para toda a energia, que poderia gerar o fim do mundo. E nesta luta, irão chamar a atenção a um transformer maquiavélico antigo, The Fallen, que oprimira a humanidade na Idade da Pedra.

Há mais de dez anos que Michael Bay é um selo de garantia de “blockbuster” de Verão. E mais ou menos de dois em dois anos podemos contar com um destes produtos certificados. Felizmente neste Verão cheio de “blockbusters” desinspirados (“Wolverine”, “Terminator Salvation”), Bay lança esta sequela-relâmpago do êxito de 2007.

“Transformers 2” cumpre tudo o que um filme assinado por Michael Bay (de filmes de entretenimento como “The Rock”, “Armageddon” ou “Bad Boys 2”) inspirado numa série de brinquedos dos anos 80 pode oferecer: efeitos visuais espectaculares, acção e comédia. Tudo o resto fica para outros filmes… aqui estamos a falar de um filme cujo premissa envolve robots gigantes extra-terrestres que se transformam em carros e aviões.

Avaliando o filme fora do seu pressuposto-base (entretenimento non-sense infantil) é de notar que Michael Bay organizou um filme melhor que o original. Optimus Prime e Bumblebee aparecem mais tempo e mais desenvolvidos, a narrativa está mais clara e equilibrada em termos de picos de acção, e o clímax final passado no Egipto é mais abrangente e impactante do que o confuso final do original, passado entre arranha-céus.

Como qualquer filme de Bay, este vem recheado de personagens secundárias cómicas, também muito mais bem conseguidas que no original. Destaque para um mini-transformer domesticado por Megan Fox (que obviamente, enche o ecrã quando aparece).
Por outro lado, a frente dos vilões continua mal gerida. Megatron e acima de tudo Starscream, os favoritos dos apreciadores dos desenhos animados, continuam muito mal aproveitados. Neste caso, em favor de um vilão mal conseguido, “The Fallen”.

Nas duas horas de meia de duração, “Revenge of the Fallen” oferece acção, comédia e espectáculo non-sense, que irá deliciar o público infanto-juvenil ou qualquer trintão com saudades dos seus belos transformers.

O Melhor: O gigantesco e explosivo clímax final no Egipto e o ritmo “Bayiano” do filme.
O Pior: O vilão “The Fallen” é banal, e os vilões míticos da série Megatron e Starscream continuam a ser muito mal aproveitados.

A Base
“Nas duas horas de meia de duração, “Revenge of the Fallen” oferece acção, comédia e espectáculo non-sense, que irá deliciar o público infanto-juvenil ou qualquer trintão com saudades dos seus belos transformers”…. 8/10
 
José Pedro Lopes

 

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