“Transformers: Revenge of the Fallen” por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

Numas das primeiras cenas deste filme, passada na biblioteca da universidade onde a personagem principal vai estudar, Michael Bay explica visualmente o que fez no filme: destruir todas as formas de narrativa conhecidas e avançar com uma estrutura mais parecida com um grupo de miúdos a tentar fazer o script para uma produção caseira, “… e a seguir há uma explosão e rebenta tudo” diz um, “… e a seguir ele beija a gaja” responde outro.

Este é, provavelmente, o pior filme mais caro deste ano. Com tanto esforço óbvio na sua produção, com tanto dinheiro gasto, com tanta gente envolvida, é espantoso como o resultado pode ser tão mau. Mais ainda os resultados incríveis que está a ter na bilheteira.

O filme padece dos mesmos problemas do anterior (os robôs mal definidos, as lutas entre eles muito confusas, as personagens unidimensionais, a falta de envolvimento com as personagens e as situações, entre outras coisas) e acrescenta mais alguns: a completa ausência de estrutura narrativa e de sentido, o absurdo de determinadas cenas, aumentado pela incongruência dos elementos apresentados (muitas vezes introduzidos para construírem alguma tensão, mas rapidamente esquecidos quando inconvenientes) e o objectivar das personagens femininas que são usadas meramente como decoração, de uma forma que só pode ser insultuosa para toda a gente menos rapazes adolescentes a passarem pela puberdade.

Um filme a evitar e a palavra deve ser passada a todas as pessoas antes de passar na cabeça de algum produtor de Hollywood fazerem um terceiro filme deste mega-desastre.

O Melhor: Há?
O Pior: Tudo

A Base
“O cinema guiado pelo mercado na sua pior faceta, para evitar e avisar os amigos..”…. 1/10
 
João Miranda
 

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