“Chacun son cinema” por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

 

Para celebrar a 60ª edição do Festival de Cannes, em 2007, foi proposto a vários realizadores conhecidos que tentassem exprimir qual a emoção associada à sala de cinema numa curta-metragem de 3 minutos. Chacun son cinéma ou “Ce petit coup au cœur quand la lumière s’éteint et que le film commence” é o resultado.

É um conjunto de 33 filmes realizados por nomes tão sonantes como Takeshi Kitano, Alejandro Iñárritu, Gus Van Sant, Wim Wenders, Abbas Kiarostami e David Lynch e que acaba, como os estilos destes realizadores, por ser um pouco incongruente, como uma colagem, com elementos melhores do que os outros.

Os temas explorados vão desde a simples anedota, memórias associadas a salas de cinema, projecções improvisadas em locais remotos e fantasias, até a reflexões sobre o estado do cinema actual, a representação da realidade neste meio, a relação com o público e outras investidas mais conceptuais.

Na prática é uma carta de amor, assinada a várias mãos, ao cinema e às salas onde este é exibido, com momentos emocionantes e muitos sorrisos. Para uma pessoa que goste de cinema, é obrigatório ver.

O Melhor: Há vários momentos altos, como os filmes de Takeshi Kitano, Nanni Moretti e Abbas Kiarostami.
O Pior: Incongruente, qualidade muito variável.

 

A Base
É uma carta de amor, assinada a várias mãos, ao cinema e às salas onde este é exibido.. …8/10
 
João Miranda

 

 

Últimas