
Parece haver, de há uns anos para cá, em Hollywood, uma tendência para fazer filmes de série B (quer remakes, quer inspirados no estilo) com grandes orçamentos e participações de grandes nomes, quer realizadores, quer actores. Ao contrário dos originais do pós-guerra americano, a oposição original tecnologia – humanismo parece ter-se fixado antes numa oposição mais fundamentalista (e alguns poderão argumentar, retrógrada) ciência – religião. O último filme de Alex Proyas, “Know1ng” ou “Sinais do Futuro”, com Nicholas Cage, insere-se nesta onda.
Os problemas do filme começam exactamente aí: não sabe o que quer ser, hesita entre o filme de terror, a ficção científica e o endoutrinamento religioso (e capitalista, argumentariam algumas novas teorias marxistas); a estética utilizada é a que já vimos em outros filmes semelhantes como “A Invasão” e “O Dia em que a Terra Parou”; o estilo da narrativa exige muito esforço por parte do espectador para ser levado a sério e as representações são francamente risíveis.
Só consigo comparar este filme a esse grande desastre que foi o último filme de M. Night Shyamalan, “The Happening”, e aconselhar as pessoas a não perder tempo com ele.
O Melhor: O título, como em: Knowing what I know now, I wouldn’t waste my time.
O Pior: Que o filme tenha sido feito.
| A Base |
| “Não perder tempo com ele..”…. 3/10 |

