“Man on Wire”, por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)

Acabado de ganhar o Oscar para Melhor Documentário, “Man on Wire” retrata a odisseia de um homem que sempre gostou de viver a vida por um fio.

O título do filme refere-se mesmo ao termo dado à queixa policial em relação a Philippe Petit, quando no dia 7 de Agosto de 1974, o equilibrista andou durante uma hora sobre um cabo de ferro suspenso entre as já extintas Torres Gémeas de Nova Iorque.

Ao longo de uma hora e meia, e misturando de uma forma minimamente atraente filmagens de arquivo, fotos e recriações narradas pelos envolvidos, vamos ficando a conhecer mais o homem que desafiou as alturas, e os métodos usados para executar uma das façanhas mais espectaculares do século passado.

O resultado, sempre informativo para os espectadores e digno para os intervenientes, pode agora ser visto em algumas salas de cinema. E merece sê-lo, especialmente para quem não conhecia a respectiva história ao pormenor, como eu.

Não tendo encontrado o filme “perfeito” e mágico que muitos viram, não deixei de ficar rendido a este relato, e o momento em que Philippe “caminha sob as nuvens” é de facto de uma beleza inegável que merece por si só ser vista.

Talvez tenha faltado ainda mais surpresa e emoção no decurso do relato, mas tendo em conta que estamos perante uma história já conhecida, e acima de tudo verdadeira, a realidade não poderia ser ainda mais rebuscada, e portanto, acaba por ser uma crítica pessoal algo injusta.

Porém, a figura do equilibrista e o acontecimento em si revelam-se já tão fascinantes para garantir não só a existência deste documentário como a ida do espectador à sala.

 
7/10
 
André Gonçalves

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