
Baseado na peça de Noël Coward, “Easy Virtue” passa-se no final da década de vinte do século XX, com a acção centrada principalmente numa lindíssima propriedade no Surrey.
Conta a história de Larita(Jessica Biel), uma americana divorciada que casa com John Whittaker(Ben Barner), um jovem aristocrata inglês. O casal mal se conhecia antes do casamento e após o regresso a Inglaterra tem de lidar com a família de John.
O casamento relâmpago não foi do agrado da mãe (Kristin Scott Thomas) e o feitio determinado da americana, bem como alguns episódios caricatos, não ajudam a integração desta na família. O único que parece aceitá-la é o pai (Colin Firth).
O argumento é escorreito, com um tom muito leve e algumas piadas mais ou menos conseguidas. A elevada velocidade inicial da narrativa prejudica um pouco a sua eficácia mas, mais adiante, o filme adquire o ritmo adequado e as coisas compõem-se para Biel, Firth e Scott Thomas poderem interpretar lindamente os seus personagens. Kris Marshall (“My Family”, “Love Actually”) chama a atenção no papel de um mordomo tipicamente inglês, todo ele um estereotipo, “sério e responsável”.
Pouco conseguida, a banda sonora mistura novas versões de clássicos da época e segmentos originais mas que pouco ou nada encaixam no filme.
Após nove anos de ausência, Stephan Elliot regressa à realização. Para quem já viu “Priscilla, Queen of the desert” sabe que Stephan Elliott sabe fazer melhor. No entanto “Easy Virtue” acaba por ser interessante e bem executado.
Um fait divers: Esta é a segunda adaptação ao cinema da peça de Noël Coward. A primeira é bem antiga, de 1928, ainda sem som e foi realizada por um jovem chamado Alfred Hitchcock.
6/10
Elsa Lago

