As quatro personagens que deram vida a “Madagascar” (2005) voltam para esta divertida sequela de animação da Dreamworks.
Este “Madagáscar 2” repete o conceito do primeiro filme: a fuga da civilização para o meio da selva. Aqui, apenas se trata de uma “nova” selva cuja mudança serve apenas para aprofundar as características mais importantes das quatro personagens principais: a descoberta da família, a descoberta do amor, a renovação da amizade roçando até um pouco no tema da perda de identidade. Obviamente esta sequela apenas os trata de modo superficial.
Os quatro pinguins, são os elos de ligação das várias situações e aos quais se junta o Rei Julian no seu cómico egocentrismo e boa disposição, que ajudam na digestão dos momentos com maior carga dramática do filme.
O argumento tenta ser minimamente equilibrado para aguentar com todos os sub-plots que desenvolve e chega mesmo a dar uma piscadela de olho ao tema do ambiente, embora nunca de forma totalmente assumida.
A Dreamworks consegue mais uma vez evidenciar-se da Disney/Pixar principalmente pelo humor. Começando em “Shrek” e passando por “Flushed Away”, o humor mais non-sense e slapstick pertence a este estúdio que tem como grande trunfo nos seus filmes a possibilidade de diversas leituras para diferentes gerações, dos mais jovens aos adultos.
“Madagascar” não lhe fica atrás e o filme vive mais das piadas do que das personagens, acabando por carecer um pouco do carisma que o primeiro fornecia.
No todo é um bom filme de entretenimento que, apesar de alguns momentos de quebra de ritmo, atinge o nível que se propõe desde o início. Podem não existir grandes momentos chave que nos fiquem na memória mas é uma boa distracção para todas as idades.
6/10
Carlos Lopes

