
Ao entrar na sala a expectativa é bastante grande. Depois de “The Godfather: Part II” e “Heat” esta é mais uma oportunidade para ver de novo juntos dois grandes talentos da representação. Mas uma oportunidade que acaba por se revelar insípida.
O argumento de Russell Gewirtz pode ser actual mas não dá o braço a torcer para um desenlace interessante; em vez disso o espectador é presenteado com 101 minutos de película cujo terceiro acto corresponde ao óbvio e com soluções que parecem retiradas de outros filmes.
A apontar está definitivamente o fraco argumento. A ideia inicial é inovadora mas o caminho que segue desaponta. O final não justifica todo o tempo despendido anteriormente. Custa a acreditar que estamos a falar do mesmo argumentista de “Inside Man”, um filme muito mais bem sucedido em todos os aspectos. Ao mesmo tempo, custa a acreditar que Hollywood juntou dois gigantes do cinema para este resultado.
Durante o primeiro e segundo actos, o filme é interrompido pela narração e testemunho de Robert De Niro como o serial killer, que vai narrando a forma como a história evolui até o rasto chegar a ele. Ao entrar no terceiro acto, já o espectador se apercebeu de que nada é o que parece mas ainda espera um bom desfecho. Este acaba por se desvendar previsível e, em última análise, ridículo.
O que chama a atenção para este policial? Sem dúvida as cabeças de cartaz. Mas talvez valha a pena passar adiante.
4/10
Carlos Lopes

