
Num futuro não muito longínquo a guerra transforma-se numa clara oportunidade de negócio para as grandes empresas, que não olham a meios para conseguir os seus lucros.
É a contracto de uma destas companhias, que Brand Houser, interpretado por John Cusack, chega ao Turaquistão. O país na realidade não existe, mas é a soma de todos os locais quentes onde se encontra a presença militar dos Estados Unidos. Houser tem como missão assassinar Omar Sharif, um político do Médio Oriente que representa uma ameaça para os negócios de uma mega empresa cujos negócios se centram na exploração dos recursos deste país ocupado.
Como disfarce de toda operação está montada uma feira, cujo ponto alto é o casamento de uma pop star local, Yonika Babyyeah, interpretada pela cantora Hilary Duff.
A assistente super stressada de Cusak é representada pela sua irmã, Joan Cusak, que já tinha feito uma papel semelhante em “Grosse Pointe Blank”, no qual Cusak representa igualmente um assassino contratado. Em “War, Inc.” John Cusak volta a ser co-autor do argumento e é também produtor.
Quem está à espera de encontrar aqui reflexões profundas e inteligentes sobre a economia de guerra norte-americana que se desengane. “War, Inc.” é uma comédia que tenta trazer uma perspectiva alternativa sobre os Estados Unidos, mas que acaba por perder-se em gags demasiado despropositados, alternando entre a comédia, a sátira, o filme de acção e uma história sem grandes nuances sobre relações humanas.
Salvam-se alguns pormenores como a cena em que Marisa Tomei interpreta a única jornalista que recusa que lhe seja colocado um chip para sentir melhor a experiência do repórter de guerra implantado. Mas a sensação com que ficamos é que, apesar de partir de uma ideia com muito potencial, o filme não consegue ser aquilo que promete.
3/10
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