E a montanha pariu um rato.
Depois da estreia aparatosa em Berlim, de vencer o prémio Melies D’Argent em Bruxelas e de ter criado uma antecipação de pré-filme de culto na internet, «Iron Sky» é um flop. Absoluto e completo.
Os nazis sobreviveram ao fim da 2ª Guerra Mundial e têm agora um pequeno quartel na Lua, onde preparam um regresso à Terra. Por cá, a nova presidente dos EUA é Sarah Palin, que se revela uma governante do mais idiota possível.
«Iron Sky» não percebe o segredo de filmes “fantásticos” com nazis como o clássico “Le Lac des Morts” ou o recente “Dead Snow“: o absurdo de zombies-nazi ou nazis no espaço tem de ser compensado com um cenário realista.
No filme de Timo Vuorensola, tudo é absurdo e idiota. Não é só a premissa, são as personagens e as situações. Certos momentos de humor são tão forçados e infelizes que fazem lembrar um mau episódio de “Os Malucos do Riso“.
Para agravar, o filme falha ainda no design de produção que recorre excessivamente a ecrã azul para criar cenários impossíveis e que acaba por parecer um filme feito maioritariamente num estúdio, sem grande impacto.
Afinal não são só os “blockbusters” que podem desiludir. Os filmes que querem ser fenómeno de culto a todo o custo também: «Iron Sky» é medíocre.
O melhor: O contexto histórico na introdução.
O pior: Humor de segunda em cenas como a do americano negro convertido em ariano.
| José Pedro Lopes |

