«Sofia’s Las Ambulance» por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

O sistema de saúde na Bulgária tem sofrido muitos cortes e em Sofia o número de ambulâncias tem diminuído drasticamente, quer pela incapacidade de recuperar as que se avariam, quer pela de encontrar quem nelas queira andar. “Sofia’s Last Ambulance” segue uma das poucas ambulâncias nessa cidade, a única com capacidade de reanimação, numa cidade com mais de um milhão de habitantes.

Krassi, Mila e Plamen são a equipa desta ambulância que vamos vendo durante os meses que duraram as filmagens, cansados, a lutar contra um sistema que se vai desmoronando à volta deles, com histórias de pessoas que desistem, equipamento que deixa de funcionar, ao mesmo tempo que a sociedade se vai deteriorando com a crise económica que a assola.

Tomando a decisão de nunca filmar os pacientes e de não sensacionalizar os casos para onde é chamada a equipa, Ilian Metev, realizador e fundador da produtora Chaconna, consegue fazer um filme que nos envolve, mostrar o heroísmo das pessoas que filma, ao mesmo tempo que lhes revela uma humanidade que nem sempre se vê no cinema.

Num estilo muito directo e com uma montagem e um tempo perfeitos, o filme passa por nós rapidamente, ainda que no final fiquemos com a sensação que conhecemos bem as pessoas que estamos a ver. Uma boa surpresa.

O Melhor: Não filmar os pacientes; a humanidade e o heroísmo que consegue transmitir.
O Pior: Não explica o que acontece a Mila no fim.
 
 
 João Miranda
 

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