Queer Lisboa 2012: «Jaurès» por André Gonçalves

(Fotos: Divulgação)

Quando temos filmes que consistem simplesmente numa história pessoal relatada pela própria pessoa, é bom que esta minimamente interessante, com reviravoltas, ou que contenha algo que a distinga de tantas outras. O elemento diferenciador na história de “Jaurès”, documentário presente em competição neste Queer 16, é… a ligação entre um campo de refugiados afegãos e a relação “clandestina” de um homem com aquele que foi, até ao momento, o amor da sua vida. De resto, é uma história sobre o amor sim, mas que não traz absolutamente nada de novo à mesa. 

As imagens são captadas a partir da janela do apartamento, enquanto uma mulher lhe coloca perguntas do tipo “O que é aquilo?”, e Vincent Dieutre, o realizador desta película para todos os efeitos, vai respondendo e falando… E falando.
 
E as imagens vão mudando, mas sendo sempre as mesmas no fundo. “A Chloris”, do compositor Reynaldo Hahn vai tocando, não só em “momentos-chave”, ao ponto de cansar. O modelo de reviver o passado filmado via entrevista só se torna inovador quando, do nada, é acrescentada alguma animação às cenas filmadas, mas nessa altura este espectador já tinha olhado para o relógio uma meia dúzia de vezes, a desejar que tanta filmagem tivesse sido convertida numa curta-metragem… 
 
 
 André Gonçalves
 

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