“Joelma”, terceira curta-metragem do brasileiro Edson Bastos, nunca deixa de parecer um trabalho em progresso. Isto porque em 20 minutos, e ziguezagueando pela história de uma transexual acusada pelo assassínio de dois homens (quando agiu em legítima defesa), com umas músicas de “show” a intercalar, nunca parece encontrar um propósito claro.
A abordagem roça até o risível de tão amadora que é, embora comece logo com uma cena capaz de chocar os mais sensíveis. Ainda assim, um choque algo gratuito. Salva-se a performance mais do que adequada de Fábio Vidal no papel principal e pouco mais. Uma oportunidade perdida.
| André Gonçalves |

