Fantasporto 2012: «Kill List» (Uma Lista a Abater) por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)
O cinema fantástico britânico é já uma autoridade inquestionável, e este ‘Kill List’ é mais um sinal que da capacidade que os ingleses têm de inquietar e aterrorizar o público.

Jay e Shel tem problemas financeiros, devido a este não trabalhar há já vários meses. É que ele é um assassino profissional o seu último trabalho correu muito mal. Mas as necessidades económicas forçam-no a voltar ao ativo, indo com o seu colega numa viagem para matar uma série de pessoas numa lista. Mas Jay é inconstante, e rapidamente o seu comportamento se torna sinistro.

{xtypo_quote_left}‘Kill List’ é tenso e intriguante, e evolui, no terceiro ato, para ser algo sinistro. {/xtypo_quote_left}Feito com apenas 500,000 libras, ‘Kill List’ arranca com um convívio familiar e progride depressa para um cenário de suspense que vai crescendo e surpreendendo mais do que seria de prever. Porém, o seu orçamento faz o filme ressentir-se no primeiro ato, onde a fragilidade do decor e das atuações fazem com que a fita tenha um arranque morno. Mas quando Jay faz a sua primeira morte, o realizador Ben Wheatley mostra que é um autor com olho apurado e um ritmo certeiro. A tensão de ‘Kill List’ vai escalando e quando chegamos à vítima número 2 estamos colados ao nosso lugar. O que acontece a partir daí é apenas arrepiante e sinistro…

É um daqueles filmes que vale a pena ver a saber o mínimo possível, para se poder levar com prazer os vários murros que tem para nos dar.

O Melhor: A progressão negativa que todo o relato tem.
O Pior: O jantar inicial é relativamente mal conseguido.
 
 
 José Pedro Lopes
 

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