Fantasporto 2012: «Rose» por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)

“Róza” é um tocante conto sobre sobrevivência nas mais difíceis condições. Verão de 1945. Tadeusz, um soldado polaco a quem a guerra tirou tudo, chega a Masuria, uma terra alemã antes do conflito, mas oferecido depois aos polacos. É neste lugar perdido que ele encontra Rose.

O cinema polaco continua a mostrar sinais de qualidade e de força, e este novo filme de Wojciech Smarzowski (Dom zly – The Dark House) segue a corrente de filmes que revisitam as feridas ainda abertas do pós-Segunda Guerra Mundial que ainda se sentem no país.

Smarzowski gere brilhantemente a dificil tarefa de dosear a crua e dura realidade de horrores que os masurianos viveram com o escapismo que a vida familiar pode trazer a quem é alvo de tal perseguição. Agata Kulesza é notável como a Róza no título, num papel difícil que ela torna real e absorvente. Sendo político e aterrorizante, “Róza” nunca é gratuito nem facioso – mas sim sincero, comovente e derradeiramente revoltante. Uma proeza gerir assim um tema tão difícil. 

O Melhor: A divisão de mundos que Wojciech Smarzowski cria.
O Pior: O primeiro ato é confuso para quem não conhecer o contexto histórico da região.
 
 
 José Pedro Lopes
 

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