À primeira vista, ‘The Whisperer in Darkness’ é uma proposta curiosa e até algo arrojada. O filme de Sean Branney adapta um conto de H.P. Lovecraft a preto e branco e com um ‘feel’ muito de época. Nele, seguimos como Henry Akeley – um cientista que se dedica a desmistificar mitos e superstições – viaja até um localidade remota dos EUA para investigar uma série de aparições de extra-terrestres.
{xtypo_quote_left}A boa história de Lovecraft sai estilhaçada num filme perguiçoso e pouco ambicioso, que se esconde atrás do preto e branco. {/xtypo_quote_left}A mente criativa de Lovecraft é perita não só a criar mitos e criaturas terríveis, como também a dissecar todas as suas implicações. Akeley discute e reflete sobre as diferentes implicações de uma diferente invasão “alien” e a realidade é que ‘The Whisperer in Darkness’ é original e frequentemente interessante.
Mas, para mal do filme, a ambição de Sean Branny é pouco acima de um pretensioso filme para o canal SyFy. Os efeitos visuais que surgem no último ato são o golpe final na dignidade do filme que começa cedo a ser comprometida por um mau elenco e uma terrível falta de ritmo.
O Melhor: O plano dos extra-terrestres e a sua metodologia. Puro Lovecraft.
O Pior: Os efeitos visuais e a falta de timo.
| José Pedro Lopes |

