Oito meses após uma operação falhada, e com o orçamento familiar a apertar, Jay vê-se forçado a aceitar mais um trabalho, que envolve o assassínio de três pessoas, a troco de uma boa quantia. O que inicialmente parece algo fácil, vem-se a revelar algo bem mais sinistro.
Cruel, arrepiante, alucinado e muito violento, “Uma Lista a Abater”, segunda longa-metragem de Ben Wheatley, sai de uma carreira gloriosa e merecida em festivais internacionais para um percurso nos cinemas com um alvo genérico a abater: o espectador que se aventure a procurá-lo.
Se inicialmente o título e a respectiva premissa nos remetem para mais um filme de assassinos, em que as vítimas são despachadas de forma sequencial e mais ou menos inventiva, a verdade é que este filme acaba por não ser bem sobre “como vai morrer esta pessoa”. Olhando para o panorama geral (“the big picture”), podemos dizer que se trata de uma das mais fascinantes alegorias que se viu sobre a guerra – mais concretamente, sobre o conflito do Iraque. Se bem que para perceber o que estou a dizer com esta última frase, só mesmo vendo o filme… Uma coisa é certa: quem se sente já traumatizado com seitas e rituais sacrificiais, tenha medo. Muito medo.
O Melhor: A alegoria brilhante que se esconde por detrás.
O Pior: Alguns espectadores poderão achar o filme confuso. (muitas questões em aberto; Wheatley recusa-se a fazer a papinha toda)
| André Gonçalves |

