IndieLisboa’11: «Jean Gentil» por João Miranda

(Fotos: Divulgação)
Um professor Haitiano procura emprego e onde ficar na vizinha República Dominicana.Esta é a premissa de uma história como a de Jó, onde o protagonista vai sistematicamente perdendo tudo, onde se pergunta sobre a razão do sofrimento humano.
É um filme sem respostas, onde as preces de Jean Remy Genty, a personagem principal, ficam sem resposta, conforme este se vai despojando e afastando da vida moderna, procurando uma solução para a sua situação. Apesar deste afastamento, o filme não cai num primitivismo romântico, mantendo sempre o seu foco nas dificuldades e no sofrimento de Jean.
Um filme difícil acentuado pela empatia que o patético Jean causa, na sua bondade e timidez constantes, com um fim que não nos dá qualquer resposta, num paralelismo entre o sofrimento de Jean e o da sua terra de origem após o avassalador terramoto.
O Melhor: A personagem de Jean nunca cai na autocomiseração e persiste na sua procura.
O Pior: A desolação final.
A Base: Um filme difícil, sem respostas, sobre o sofrimento humano. 
 
 
 João Miranda
 

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