IndieLisboa’11: «Mulberry St.» por João Miranda

Todos os anos na Pequena Itália de Nova Iorque são celebradas as festas se São Januário (em italiano Gennaro), santo patrono de Nápoles. Durante dias, barracas de comida e jogos ocupam as ruas fechadas ao trânsito, no que era uma importante celebração italo-americana, mas que vai perdendo esses contornos, sendo frequentada por qualquer pessoa. Uma dessas ruas fechadas ao trânsito é a “Mulberry St” que dá nome ao filme, onde mora Abel Ferrara, realizador de vários filmes conhecidos como “King of New York” ou “Bad Lieutenant”.
Este filme é a tentativa de documentar com um conhecimento do terreno e das tradições, uma festa que junta milhares de pessoas num pequeno espaço da cidade. Isso, associado ao espírito de Ferrara, traduz-se num filme delirante, onde se pode ver ainda a divisão racial que existe nas ruas de uma das maiores cidades da América, mas também a união para um objectivo conjunto de uma comunidade ainda marcada fortemente pela tradição, apesar de esta se ir diluindo pouco a pouco.
É um filme curioso para quem segue o trabalho de Ferrara, mas também por quem se interesse por viajar ou Nova Iorque. Um filme vibrante e cheio de vida, potenciada várias vezes pela bebida que é consumida em doses largas.
O Melhor: Ferrara, é uma personagem que enche o ecrã.
O Pior: Há momentos estranhos e alguma desconexão.
A Base: Um filme vibrante e cheio de vida. 
 
 
João Miranda
 

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