O que é o Amor? O que nos leva a amar determinada pessoa e não outra? Se descobrirmos (ou se aceitarmos) que não conhecemos a pessoa que amamos, é possível amar um completo desconhecido que nos lembre essa pessoa? Estas são algumas das perguntas que este filme coloca, com a subtileza de uma narrativa cuidada e sensível, sem nunca nos forçar a aceitar uma resposta.
Com a representação magnífica de Sandra Hüller, que também participou em “Brownian Movement”, no papel principal, mais uma vez temos uma personagem feminina forte a navegar um mundo de representações e identidades, onde o conhecido e o projectado se sobrepõem e são revelados dissonantes de forma traumática. É sobre esse trauma que o filme se coloca e avança para um final inesperado, construído de fantasias.
Um bom exemplo do cinema que tem saído da Alemanha nos últimos anos, que já o ano passado nos presenteou com “Alle Anderen” (Todos os Outros), listado nos tops de preferências por alguns críticos.
O Melhor: Sandra Hüller.
O Pior: Há um salto na história que pode ser explicado como um salto de fé, mas não deixará toda as pessoas felizes.
A Base: Um bom exemplo do cinema que tem saído da Alemanha nos últimos anos. 8/10
João Miranda

