«Rubber» (Pneu) por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

No início de “Rubber”, a história de um pneu assassino, temos um pequeno discurso de um dos actores, que nos prepara para o resto do filme, onde se argumenta que no cinema, tal como na vida, há imensas coisas que acontecem sem qualquer razão. Este é o mote para tudo o que se segue, ao mesmo tempo origem e desculpa para qualquer acção dos actores e para qualquer escolha efectuada pelo realizador, Quentin Dupieux.
 
O problema é que se fica por aí, após ter conseguido criar uma estrutura, aparentemente non-sense, a partir da qual poderia ter criticado o meio do cinema e da produção cultural, “Rubber” acaba por ser um daqueles filmes que se reduz à sua descrição, sem qualquer objectivo e sem qualquer pretensão.
 
É um filme divertido e que explora muitos dos lugares-comuns dos filmes de terror, sem nunca se tornar num filme desses, perdido na sua posição irónica. Perfeito para uma noite de descontração, nunca será mais do que uma curiosidade.

João Miranda
 

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