‘Legion’ por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

“Legion” é mais um exemplo de um filme sobre o Apocalipse, tão em voga nos últimos tempos. Desta vez, o fim chega pelas mãos do próprio Deus que perdeu a fé na humanidade. Um anjo revoltado desce à terra para proteger o futuro da raça humana, que reside numa empregada de um café em pleno deserto Mojave, grávida do futuro Messias.

Podemos tentar partir desta base para explicar o que acontece durante a penosa hora e meia de “Legion” mas basicamente é apenas isto. Anjos que transformam humanos em seres sedentos de carne (“zombies??”), que lutam e usam armas para matar. Penso que desde de “Alone in the Dark” que não ficava tão aborrecida por perder o meu tempo a ver um filme.

O maior problema é que “Legion” não tem ponta por onde se lhe pegue, e acaba por falhar em praticamente todos os níveis. Sendo que, principalmente, peca por se levar demasiado a sério, e por não seguir a linha de outras obras que se assumem claramente como filmes “B”.

A história é fraca, os diálogos surreais, as interpretações sofríveis. Sendo que apenas na parte dos efeitos visuais se possa encontrar alguma nota positiva, o que não é de estranhar dado Scott Stewart – que aqui se estreia como realizador – trabalhar habitualmente nesta área.

De resto pouco ou nada há a dizer. Com um elenco onde se encontra Paul Bettany à cabeça e onde estão ainda nomes como Tyrese Gibson, Jon Tenney (da série “The Closer”) e Kate Walsh (da série “Grey’s Anatomy” e “Private Pratice”), todos são personagens completamente ocas, e ninguém se destaca no meio dos inenarráveis diálogos que têm lugar por entre os ataques.

Por isso mesmo, “Legion” é um filme dispensável que cada um deverá ver por sua conta e risco. E se a meio desesperarem, lembrem-se da ideia base do filme: “Mantenham a fé” que ele há-de terminar.

Mas atenção, Stewart vai voltar em 2011 com “The Priest”, também com Bettany a encabeçar o elenco. E ai teremos oportunidade de ver se “Legion” foi apenas um erro de principiante ou se estamos perante um digno sucessor de Uwe Boll.

O Melhor: Ter apenas 90 e poucos minutos.
O Pior: Muita coisa, mas os diálogos são realmente de bradar aos céus!


Um filme dispensável que cada um deverá ver por sua conta e risco. …2/10

Carla Calheiros

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