Césars: Jean-Claude Brisseau de fora nas homenagens

Mais uma polémica numa noite quente.

(Fotos: Divulgação)
Para além da controversa dupla vitória de Roman Polanski, no Argumento Adaptado e Realização, esta última a motivar uma saída irada de Adèle Haenel e Célinne Sciamma, os Césars ficaram marcados pela ausência de Jean-Claude Brisseau na lista de despedidas da Academia Francesa.
 
O realizador célebre por obras como Céline e Anjos Exterminadores, foi condenado em 2005 por assédio sexual e em 2006 por agressão sexual, sentença que tornou difícil o financiamento das suas obras posteriores, muitas delas recorridas a um quase amadorismo austero. Brisseau faleceu em maio de 2019, sendo que a sua omissão no vídeo de homenagem aos falecidos tem suscitado alguma discussão sobre a chamada “cancel culture”. O produtor Saïd Ben Saïd comentou na sua conta Twitter:
 
Jean-Claude Brisseau estava ausente ontem à noite da sequência do obituário. Não foi considerado digno de inclusão. Esta decisão abjeta foi certamente tomada com a certeza da virtude e a lisonjeira convicção de cumprir apenas o seu dever.

 
Outra ausência notada na lista é a cineasta feminista Liliane De Kermadec, que morreu recentemente. Enquanto isso, a homenagem a Agnès Varda pela Academia, que foi acompanhada pela música de Vincent Delerm, recolheu elogios. 

Últimas