Estavamos em dezembro de 2009, no Canon Theatre, em Toronto, quando Stephen King ponderava a hipótese de escrever a sequela da sua obra de 1977, The Shining. Em 2013, o livro foi mesmo lançado, intitulado Doctor Sleep (Doutor Sono, por cá).
Agora, avança o The Hollywood Reporter que Mike Flanagan, realizador de Gerald’s Game, vai adaptar o livro ao cinema. Curiosamente (ou não), o diretor já tinha manifestado numa entrevista ao Arrow in the Head o seu desejo em filmar Doutor Sono: “Há muitos [filmes que queria filmar]. Mas aqueles que eu gostaria mais de fazer são o Doutor Sono e o Lisey’s Story. Em ambos os casos, é porque me identifico com os protagonistas. A História de Lisey é um trabalho deslumbrante, uma bela exploração do casamento. E quem não gostaria de se aventurar de volta ao mundo de Danny Torrence?”.

Segundo a descrição do livro, editado pela Bertrand Editora em Portugal, a história agora desenrola-se em torno de Dan Torrence, a criança do primeiro livro (filho de Jack Torrance e Wendy Torrance), agora adulto: “Uma tribo de gente chamada o Nó Verdadeiro viaja à procura de sustento pelas autoestradas da América. Parecem inofensivos e são, sobretudo, velhos. Mas, tal como Dan Torrance bem sabe, e Abra Stone não tarda a descobrir, os membros do Nó Verdadeiro são quase imortais e vivem do «vapor» produzido pelas crianças com o «brilho» quando são lentamente torturadas até à morte. Assombrado pelos residentes do Hotel Overlook, onde passou um ano horrível da sua infância, Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se do legado de desespero, alcoolismo e violência deixado pelo seu pai.

Por fim, instala-se numa cidade de New Hampshire, numa comunidade de Alcoólicos Anónimos que o apoia e num trabalho num lar, onde o «brilho» que lhe resta oferece um derradeiro conforto aos moribundos. Com o auxílio de um gato presciente, torna-se o «Doutor Sono». E depois Dan conhece a evanescente Abra Stone, e é o espetacular dom dela, o brilho mais vivo que ele já viu, que dá novo alento aos fantasmas de Dan e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma.”
Recorde-se que King nunca foi fã da versão cinematográfica de Shining, assinada por Stanley Kubrick em 1980. O filme, com Jack Nicholson no elenco principal, era uma alucinante obra de terror psicológico que serviu posterioremente como inspiração para vários filmes, videoclips e até videojogos.