Tom Cruise: muito mais que a Cientologia

(Fotos: Divulgação)
Tom Cruise faz hoje 50 anos. Pode-se dizer que esta data festiva chega numa altura errada, ou pelo menos complicada na sua vida pessoal. Pela terceira vez, Cruise enfrenta uma separação e como sempre, apesar da sua carreira falar por si, o que se discute mais sobre este ator é a Cientologia e a sua vida amorosa (com constantes e eternas piadas à sua orientação sexual). A verdade é que na realidade, todos estes temas camuflam uma grande carreira no cinema, quer se queira, quer não.

Já foi herói adolescente e como tantos outros atores, DiCaprio é outro exemplo clamoroso, sempre foi visto em jovem como o menino bonito que pôs adolescentes aos gritos nas salas de cinema quando estreou – como por exemplo em «Cocktail» (eu assisti ao filme numa sala histérica, não me contaram). Os gritos e suspiros continuaram por inúmeros anos e «Dias de Tempestade», «Top Gun», «Negócio Arriscado» e até «A Cor do Dinheiro» levaram milhares de adolescentes às salas para ver a sua paixão juvenil. Pelo meio, e entre hormonas em ebulição, estas jovens apanharam bons filmes, com destaque para o último citado, onde protagoniza com Paul Newman algumas das melhores cenas da sua vasta carreira.

Foi desta necessidade de sair do estatuto de «menino bonito» (Robert Pattinson tenta agora o mesmo) que Cruise decide assumir papéis mais sérios. «Rain Man – Encontro de Irmãos» marca uma espécie de transição, apesar de Dustin Hoffman quase secar a concorrência com uma das suas melhores prestações de sempre (a par de «Tootsie – Quando Ele Era Ela» e «Kramer contra Kramer»).

Cruise fez cinema de autor («De Olhos bem Fechados», «Nascido a 4 de Julho» e «Magnolia») mas ainda assim fala-se da cientologia.  Foi claramente herói de ação e a saga «Missão Impossível» fala por si. Protagonizou comédias (está memorável e irreconhecível em “Tempestade Tropical”), dramas de ação (Colateral), thrillers (“A Firma”, “Vanilla Sky”), ficção cientifica (Relatório Minoritário) e até cantou em «A Idade do Rock».  Foi um vampiro (Entrevista com Um Vampiro), um agente caído em desgraça (Jerry Maguire) e até um Samurai (O Último Samurai). Tentou proteger os filhos em «A Guerra dos Mundos» e andou às voltas com Cameron Diaz no descerebrado «Encontro Explosivo».  Tocou no Western em «Horizonte Longínquo» e fez frente a Jack Nicholson no drama de tribunal militar «Uma questão de honra». Trabalhou com Steven Spielberg, Stanley Kubrick, Paul Thomas Anderson, Michael Mann, Tony Scott, Brian de Palma, JJ Abrahms, John Woo, Cameron Crowe, Robert Redford, Sydney Pollack, Roger Donaldson, Rob Reiner, Barry Levinson e Martin Scorsese. São poucos os atores que demonstraram tamanha versatilidade, não só de papéis, mas géneros e cineastas de créditos mais que firmados. E apesar do cinema de ação ser aquele a que mais se dedica nos dias de hoje, a verdade é que este ator já mostrou argumentos mais que suficientes para ser apelidado de muito mais que o «doidinho da cientologia».

Talvez aqui se pegue numa frase imortal para definir quem critica cegamente Tom Cruise e a sua carreira. Na verdade, «you can’t handle the truth».

Aqui ficam algumas imagens que marcam a sua carreira

Negócio Arriscado

A Cor do Dinheiro

Top Gun

Rain Man

De Olhos bem Fechados

Missão Impossível

Magnolia

Uma Questão de honra

Jerry Maguire

Colateral


Tempestade Tropical

 

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