Fazer um filme sobre a captura e morte de Osama Bin Laden em ano de eleições norte-americanas era arriscado.
A cineasta Kathryn Bigelow sabia disso, mas ainda assim – e pela frescura da temática – arriscou e partiu para a produção de «Kill Bin Laden», um filme que relata a operação que levou à morte do perigoso líder da A-Qaeda.
Na onda de protestos, os republicanos foram os primeiros a mostrar o desagrado, tendo mesmo o congressista Peter King pedido uma investigação à aparente cooperação entre a administração democrata de Barack Obama e os produtores da obra, sugerindo que possa ter sido passada informação sensível e confidencial que põe em causa e em risco a informação da operação mais mediática da década. Numa carta, o congressista afirmou que uma das fontes do sucesso da operação militar foi o facto de não se ter falado antes dela ocorrer e que o mesmo deve suceder após os eventos.
Rapidamente a Casa Branca negou qualquer favorecimento aos produtores e que tenha sido passada informação secreta ou demasiado sensível sobre a questão, mas a verdade é que hoje foram divulgadas algumas informações que apontam para o facto da administração de Brack Obama ter realmente facilitado o acesso da cineasta e do argumentista Mark Boal a material e pessoas ligadas à captura, colocando assim em risco – segundo os republicanos – o segredo de estado.
Quem apresenta as provas é o grupo conservador Judicial Watch, que declara possuir registos que revelam que o Departamento de Defesa da administração de Obama forneceu informação classificada, incluindo o contacto com o estratega e comandante dos Seal que capturaram e mataram Bom Laden. Para além disso, e segundo o email interno da CIA, Bigelow e Boal tiveram ainda acesso ao «The Vault», um edifício da CIA onde a operação de captura do líder da Al-Qaeda foi orquestrada.
Com estas novas informações, certamente o caso irá ganhar uma nova dimensão e em ano de eleições não haja duvidas que estamos perante uma arma de arremesso politico.

