Segundo o site Twitch, Harrison Ford está em conversações preliminares para voltar a desempenhar o papel de Deckard no novo filme da saga «Blade Runner –Perigo Iminente» (ver especial sobre o filme).
Vale a pena notar que quando o novo projeto foi anunciado pela Alcon Entertainment, afiliada da Warner Bros., a ideia seria fazer um reboot que não teria qualquer ligação direta ao filme de 1981. O próprio produtor Andrew Kosove afirmou em agosto que o novo filme não teria nada a ver com Harrison Ford. Aparentemente Scott não concorda e a personagem de Deckard pode estar mesmo de volta, sendo assim o filme uma espécie de sequela.
«Blade Runner» (Perigo Iminente) foi realizado em 1982 por Ridley Scott. Vagamente inspirado na obra de Philip K. Dick, «Do Androids Dream of Electric Sheep?», e com Harrison Ford, Rutger Hauer e Sean Young no elenco, o filme descreve um futuro em que a humanidade iniciou a colonização espacial. Para isso, foram criados seres geneticamente alterados, os replicantes, capazes de executar as tarefas mais pesadas e perigosas nas novas colónia. Fabricados pela Tyrell Corporation, os modelos Nexus-6 são fisicamente idênticos aos humanos, mas são mais fortes e ágeis. Devido a problemas com a instabilidade emocional e reduzida empatia, os replicantes são sujeitos a um desenvolvimento agressivo, pelo que o seu período de vida é limitado a apenas quatro anos.
Após um motim, a presença dos replicantes na Terra é proibida, sendo então criada uma força policial especial – composta por blade runners — para os caçar e eliminar.
O filme relata como um ex-blade runner – Deckard – regressa à atividade para caçar um grupo de replicantes que se revoltou e veio para a Terra à procura do seu criador. O objetivo é aumentar o seu período de vida e escapar da morte certa que se aproxima.
Relembramos ainda que existem (publicadas) três sequelas de «Blade Runner». Quem as escreveu foi K. W. Jeter, um amigo de Philip K. Dick, que procurou uma maior ligação entre o filme e «Do Androids Dream of Electric Sheep?». Não é de todo de excluir uma continuação da obra a partir destes trabalhos.
Jorge Pereira

