Foi em agosto que surgiram as primeiras críticas ao facto de o filme sobre a captura e morte de Osama Bin Laden, que terá a assinatura de Kathryn Bigelow (The Hurt Locker), poder vir a estrear em outubro de 2012, ou seja, a meio da campanha eleitoral para a Casa Branca (as eleições são a 6 de novembro). O filme entretanto foi adiado para o final do ano, de maneira a escapar à polémica, mas consta que a CIA está mesmo a investigar se a produção teve acesso privilegiado a informação sensível sobre a captura e assassinato do líder da Al-Qaeda.
Os Republicanos foram os primeiros a levantar a suspeita, tendo mesmo o congressista Peter King (em agosto passado) pedido uma investigação à aparente cooperação entre a administração democrata de Barack Obama e os produtores da obra, sugerindo que possa ter sido passada informação confidencial que põe em causa e em risco a informação da operação mais mediática da década.
E apesar de a Casa Branca ter negado qualquer favorecimento aos produtores, a verdade é que a investigação do Departamento de Defesa e a da CIA indicia que poderão ter existido fugas de informação. O próprio King já veio a público congratular-se com a investigação.
Joel Edgerton
Recordamos que antes da morte de Osama Bin Laden, este projeto intitulava-se «Kill Bin Laden» e acompanhava os intentos de um grupo de soldados em capturar e matar o líder da Al-Qaeda. Porém, e com a morte do terrorista, Bigelow e Mark Boal (o argumentista) necessitaram mudar o argumento, sendo certo que Joel Edgerton (Animal Kingdom) é um dos nomes do elenco. Fala-se ainda que Mark Strong, Jessica Chastain e Edgar Ramirez podem se juntar ao elenco da obra que promete ser uma das mais polémicas obras a chegar aos cinemas em 2012.
Jorge Pereira

