Incendies – A Mulher que canta
Os 10 Melhores Filmes estreados em Portugal em 2011 (Cinemas + Festivais + Home Video)
1 – Incendies – A Mulher que Canta
Drama em forma de thriller na busca das origens. Dois irmãos descobrem após a morte da mãe que tanto o pai como o irmão, que não conhecem, estão vivos. Será nessa busca pela verdade que vão descobrir que afinal de contas eles não conheciam era a mãe e a sua vida passada. Um filme pungente, historicamente relevante e dramaticamente arrasador.
2 – Monsters – Zona Interdita
Apesar de a invasão de extra-terrestres serem a base deste projecto, o filme foge dos terrenos comuns e encontra num casal uma forma de mostrar que o amor está onde menos se espera. E até os «Monstros» o descobrem num dos finais mais tensos e belos do ano. Um filme verdadeiramente independente, não só no orçamento mas no espírito, personagens e diálogos.
3- Blue Valentine – Só Tu e Eu
O princípio e o fim do amor. A descoberta e a desilusão. Os bons e os maus momentos. Talvez o derradeiro filme sobre relações, mas acima de tudo de todas as milhentas sensações que se vivem durante o período de cumplicidade de uma relação.
4 – Tu, que vives?
Como é que um filme sobre gente tão deprimida pode ser tão cómico. Uma verdadeira ode à vida em jeito de sketches anedóticos fortemente estilizados mas repletos de vida e humanidade. Imperdível

Tu, que vives
5- Carlos
A rainha das cinebiografias contemporâneas, historicamente relevante, fugindo aos lugares comuns e derivativos de outros trabalhos. Edgar Ramirez está icónico.
6- Meia-noite em Paris
O melhor filme de Woody Allen em muitos anos. Mágico como a era que quer retratar. Neurótico como de costume e onde as dúvidas sobre o que devemos fazer e o que temos de fazer se colocam na mesa de personalidades históricas ligadas a diversas artes. Fantástico.
7-Super 8
Uma homenagem a Spielberg mas acima de tudo a um tipo de cinema que já não existe. Longe do cinismo e do humor negro que o espectador se tornou dependente, esta ode a uma era clássica é pura magia que nos volta a colocar como crianças…
8- Drive
Duro, implacável, com estilo. Um conto de fadas moderno de poucas palavras onde as regras fazem-nos sobreviver, mas às vezes queremos mais que isso. Ryan Gosling que o diga em mais uma interpretação memorável numa obra noir em tons néon.
9- Despojos de Inverno
Um dos filmes mais tocantes e maduros da temporada que remete para a interioridade americana que vive segundo regras muito próprias. Jennifer Lawrence numa interpretação soberba em busca do pai desaparecido em mais um excelente exercício de Debra Granik
10 – Pequenas Mentiras Entre Amigos
Tragicomédia francesa sobre as férias de um grupo de amigos que são assombradas pelo acidente de um deles. Um bom estudo comportamental, não só dos grupos mas também do individuo e da sua posição em relação aos outros, onde são frequentes as mentiras, mas também muitas verdades que custam em encarar.
Os Piores do ano:
1 – Não sei como ela consegue
Mais um filme dispensável e descartável de uma mediática actriz (Sarah Jessica Parker) que no inicio da carreira parecia deixar antever algo mais que papéis profundamente superficiais. E claro que sabemos como é que ela consegue ter uma profissão e tomar conta dos filhos. Com muita ajuda…
2 – Época de Bruxas
Nicolas Cage como herói das cruzadas num filme tão patético que nem consegue ser tão mau que se torna «camp» e bom. No meio de sequências e efeitos visuais típicos do cinema de terror B (aquele final é o caos), temos uma tentativa bizarra de credibilizar, dramatizar e assustar o espectador com misticismos de alcofa que só nos fazem rir.
3 – Medo Profundo 3D
Filmes de terror para adolescentes é o que há mais. A maioria são de gosto muito duvidoso mas este «Medo Profundo» é pura publicidade enganosa. Nem os bikinis salvam um filme com tão pouco engenho para assustar. O D do 3D só pode significar desilusão.
Jorge Pereira

