A minha versão do amor
Os 10 Melhores Filmes estreados em Portugal em 2011 (Cinemas + Festivais + Home Video)
1- A Minha Versão Do Amor (Richard J. Lewis)
Certos filmes tocam-nos fundo. Talvez até demasiado fundo. “A Minha Versão Do Amor” fez-me reconsiderar como eu vejo o futuro, a amizade, o amor. Tem de ser dado o devido respeito a um pedaço de fita com esse tipo de poder.
2- Super 8 (J. J. Abrams)
É difícil aquecer a alma no frio da era da ironia. É demasiado fácil fechar a porta àquele cantinho do nosso cérebro que acredita que tudo é possível e onde os limites só estão presos pela imaginação. Por breves momentos, J. J. Abrams escancarou-me essa porta.
3- Meia-Noite Em Paris (Woody Allen)
Paris nos anos 20. Encontros (fantasiados?) com Picasso, Hemingway e Zelda Fitzgerald. E Woody Allen a chapinhar alegremente no material em que se sente mais confortável: esse cantinho acolhedor no encontro entre o sarcasmo e a magia.
4- 50/50 (Jonathan Levine)
Joseph Gordon-Levitt dá mais um passo na sua afirmação como um actor do primeiro escalão, ao leme de um filme sobre luta contra o cancro que consegue simultaneamente ser provavelmente o mais divertido do ano.
5- Drive – Risco Duplo (Nicolas Winding Refn)
Drive é ‘cool’. Muito ‘cool’. É quase um tratado académico sobre a própria definição do que é ser ‘cool’. Do casaco do escorpião, que parece ter mais linhas de diálogo que o próprio protagonista que o enverga (excelente Ryan Gosling), à banda-sonora ‘faux-80s’, como não adorar este filme?
6- Despojos De Inverno (Debra Granik)
Num filme tão tenso e sujo e atmosférico que quase corta literalmente os pulsos de quem o vê, é a força inabalável da (ainda muito jovem) Jennifer Lawrence que nos vai apoiando, numa interpretação muito justamente nomeada ao Óscar.
7- Blue Valentine – Só Tu E Eu (Derek Cianfrance)
Ryan Gosling e Michelle Williams dominam o ecrã com duas interpretações drasticamente diferentes mas igualmente poderosas. Um belíssimo filme sobre a deprimente realidade de que o amor pode não ser suficiente.
8- Banksy – Pinta A Parede (Banksy)
Será um documentário sobre o impacto que a “street art” de Banksy teve num imigrante francês a viver em Los Angeles? Ou será antes um meta-objecto criado por Banksy para fazer um comentário sobre a subjectividade da “arte”? Ou será…
9- 127 Horas (Danny Boyle)
O segredo para manter o interesse num filme que se passa quase integralmente em planos apertados à volta de um homem com o braço preso a uma rocha está essencialmente sobre os ombros do actor. James Franco não desilude.
10- Cisne Negro (Darren Aronofsky)
Natalie Portman à beira da loucura. Mila Kunis à beira de a desviar para uma relação lésbica. Cenas de dança mais perturbantes que qualquer filme de terror. O que mais podemos nós pedir num filme?
Os Piores do Ano
1 – A Rapariga Do Capuz Vermelho
2 – Os Três Mosqueteiros
3 – Spy Kids – Todo O Tempo Do Mundo
Pedro Quedas

